É verdade que nada supera o sabor de um cozinhado preparado num antigo fogão ou num forno a lenha. Eu adoro a sopa da minha avó, em panela de ferro junto à lareira. E não dispenso o assado de domingo no forno a lenha dos meus pais. No entanto, esses métodos exigem tempo, e tempo não há propriamente de sobra nas nossas rotinas atarefadas.

A tecnologia evolui e, atualmente, dispomos de métodos mais rápidos e menos trabalhosos para preparar as refeições de todos os dias, desde sopas reconfortantes, arroz soltinho, estufados que se desfazem à colher ou uma feijoada apurada.

Entre as melhores opções para cozinhar estão as placas de vitrocerâmica e as placas de indução. Neste artigo, vou comparar funcionalidades e consumos destas duas placas, a diferença de preço, bem como os aspetos essenciais para a sua instalação. O objetivo é ajudá-lo/a a fazer uma escolha mais adequada às suas necessidades.

Mas antes de avançar, saliento que as placas vitrocerâmicas e as placas de indução apenas funcionam apenas a eletricidade. Tenha isso em conta se ainda usa fogão a gás e estiver a ponderar mudar.

Tabela de Conteúdos

Funcionalidades das placas de vitrocerâmica e indução

1. Produção de calor

As placas vitrocerâmicas geram calor através da resistência elétrica que têm por baixo, aquecendo toda a base da resistência do foco que ligar. Demoram a aquecer, mas também demoram a arrefecer, o que torna possível aproveitar o calor residual para terminar a confeção do prato.

As placas de indução produzem calor através de ondas eletromagnéticas formadas quando a base da panela ou do tacho – neste caso, magnetizável – cobre o foco. Deste modo, apenas a panela é aquecida, não a superfície da placa, o que faz com que não haja desperdício de energia. Além disso, independentemente da forma ou tamanho do recipiente, as placas de indução mais recentes garantem uma distribuição uniforme do calor.

2. Controlo e velocidade

Quer as placas vitrocerâmicas, quer as de indução, apresentam controlos digitais que permitem controlar a temperatura desejada. Mas há diferenças. 

As placas vitrocerâmicas demoram mais tempo a aquecer, pois existe uma perda de calor na transferência entre a placa e o utensílio de cozinha. Isso faz com que o tempo de confeção seja maior.

As placas de indução aquecem as panelas de forma instantânea uma vez que, devido ao campo magnético, não há qualquer perda de calor.

Utilização das placas de indução e vitrocerâmica

1. Segurança

Depois de cozinhar e de desligar a placa vitrocerâmica, esta ainda demorará um pouco a arrefecer. Os modelos mais recentes já incluem um indicador de calor residual que permite saber quais as zonas que continuam quentes, evitando distrações e possíveis queimaduras.

A placa de indução não aquece o vidro da placa em si, ou seja, podemos colocar a mão em cima que não nos queimamos. Para além disso, desliga-se automaticamente em três situações:

  • depois de passar alguns minutos após a última utilização;
  • em caso de sobreaquecimento;
  • e em caso de derrame de líquidos.

2. Utensílios de cozinha a usar

As vitrocerâmicas são compatíveis com qualquer tipo de utensílio de cozinha. Assim, se estiver a pensar trocar a sua antiga placa a gás para uma placa de vitrocerâmica, não precisará de trocar também as panelas, tachos e afins.

Por sua vez, as placas de indução são apenas compatíveis com panelas, tachos, caçarolas e frigideiras de fundo plano e de material magnetizável, como aço esmaltado, ferro fundido e, em alguns casos, aço inoxidável. Assim, não pode utilizar recipientes de alumínio, cerâmica, cobre, barro ou pyrex em cima destas placas. Para saber se pode utilizar os seus utensílios numa placa de indução, o truque é simples: use um íman, se este for atraído para a base do recipiente, pode ser utilizado na placa.

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3. Consumos

No geral as placas de vitrocerâmica consomem menos energia que as placas de indução. No entanto, como levam mais tempo a confecionar os alimentos, isso poderá fazer com que haja um maior consumo energético no final.

Para a placa não consumir mais energia do que a necessária, o ideal é escolher um utensílio de cozinha com o mesmo diâmetro que a área de cozedura. Um aspeto positivo é o facto de já se encontrar no mercado placas de vitrocerâmica com multizonas, ou seja, que incluem diferentes diâmetros no mesmo foco de cozedura.

As placas de indução consomem no geral mais energia do que as de vitrocerâmica mas como confecionam num tempo mais reduzido, acabam por ter um gasto energético menor. Para além disso o calor é gerado apenas na superfície de contacto entre a placa e o recipiente, não existindo qualquer desperdício.

4. Limpeza

Ambas as placas devem ser limpas no final de cada utilização, de preferência com um pano húmido. No caso de existirem restos de comida agarrados à placa, use um raspador de vidro específico para estas placas.
Não é recomendável a utilização de produtos químicos ou abrasivos, nem de esponjas metálicas.

Investimento

Das duas opções, a placa de indução é a mais cara, afinal, utiliza uma tecnologia mais recente e necessita de utensílios específicos. Mas importa não esquecer que é também a placa mais segura e eficiente.

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6 sugestões de placas de indução e placas de vitrocerâmica 

Vou deixar algumas sugestões de placas de indução e de vitrocerâmica, para que possa escolher uma das melhores opções para a sua cozinha quer sejam uma placa de vitrocerâmica ou uma placa de indução.

Teka TZ 6415
Teka TZ 6415

1. Placa de Vitrocerâmica TEKA TZ PRO 6415

Com quatro zonas de cozedura a placa TEKA TZ PRO 6415 é uma opção de vitrocerâmica que contempla função de cronómetro, programador de tempo de cozinhado e painel de controlo touch.

Características
4 zonas de cozedura
Potência máxima 6300 W
Sistema de bloqueio para crianças
9 níveis de potência
60 cm de comprimento
Bosch PKF651FP1E
Bosch PKF651FP1E

2. Placa de Vitrocerâmica Bosch PKF651FP1E

A placa de vitrocerâmica Bosch PKF651FP1E tem um painel touch para selecionar e regular o nível de potência para os cozinhados, inclui ainda um visor do consumo de energia e funcionalidades como “power boost” que acrescentam ainda mais potência às zonas da placa, acelerando o processo de confeção.

Características
4 zonas de cozedura 
Potência máxima 6900 W
Sistema de bloqueio para crianças
17 níveis de potência
Siemens ET675FNP1E
Siemens ET675FNP1E

3. Placa de Vitrocerâmica Siemens ET675FNP1E

Esta placa da Siemens contempla um display digital, temporizador com desconexão automática para todas as zonas e função de restart.

Características
4 zonas de cozedura 
Potência máxima 8300 W
Sistema de bloqueio para crianças
17 níveis de potência
Teka IBC64010 BK
Teka IBC64010 BK

4. Placa de Indução TEKA IBC 64010 BK

A placa Teka IBC incluí um painel touch com sensores acústicos, bloqueio de segurança e sistema de otimização para os recipientes.

Características
4 zonas de cozedura 
Potência máxima 7400 W
Sistema de bloqueio para crianças
9 níveis de potência
Siemens EU631FEB1E
Siemens EU631FEB1E

5. Placa de Indução Siemens EU631FEB1E

A placa de indução Siemens EU631FEB1E tem quatro zonas de confeção e destaca-se pelo seu controlo touchSlider. Inclui ainda um temporizador, bloqueio para crianças e dois níveis para cada zona de confeção.

Características
4 zonas de cozedura 
Potência máxima 4600 W
Sistema de bloqueio para crianças
17 níveis de potência
AEG IKB64301FB
AEG IKB64301FB

6. Placa de Indução AEG IKB64301FB

A placa de indução AEG IKB64301FB tem quatro zonas de confeção e consegue ferver água em 90 segundos para começar a cozinhar mais rapidamente.

Com um painel touch, esta placa de indução tem ainda uma função chamada booster que é ideal para quando se precisa de um pico de calor rápido e intenso.

Características
4 zonas de cozedura 
Potência máxima 7300 W
Sistema de bloqueio para crianças
Indicador de calor residual

Dicas extra para ajudar na escolha da placa de indução ou vitrocerâmica

Para além de comparar os aspetos anteriores, é importante considerar também os seguintes aspetos:

O número de focos de aquecimento que irá precisar

A maioria das placas de indução e de vitrocerâmica têm 4 zonas de cozedura e 9 níveis de temperatura. Para um casal, tal é mais do que suficiente para os cozinhados do dia a dia. No caso de uma família numerosa, recomenda-se que a placa inclua, pelo menos, cinco a seis pontos de aquecimento.

Dimensões

Antes de comprar a sua placa, tire as medidas da banca e tenha atenção ao próprio formato da placa, que pode ser retangular ou quadrada.

Conclusão

Na hora de escolher a sua nova placa de cozinha, lembre-se que ela vai ser o seu melhor sous-chef e, por isso, vale a pena resumir o que foi dito até aqui e salientar o seguinte:

  1. As placas vitrocerâmicas geram calor através de resistências, pelo que demoram mais tempo a alcançar a temperatura desejada, assim como a arrefecer. Têm a vantagem de permitirem utilizar todo o tipo de utensílios de cozinha e são a opção mais barata.
  2. As placas de indução são as mais precisas, eficientes e seguras. Aquecem de forma instantânea e mantêm a superfície circundante fria ao toque. Têm a desvantagem de necessitarem de utensílios apropriados e representam um investimento inicial maior.

Bons cozinhados!

Autor

Esposendense de coração, a Diana é doida por boa comida e anda constantemente perdida nos motores de busca de voos, em pulgas com a próxima aventura. Acalma os bichos carpinteiros com treinos diários de cross training e rende-se facilmente perante um bom storytelling.

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