O Samba já tem um ano. Segundo a sabedoria popular, seriam sete “anos de humano”. Mas a ciência já refutou esta multiplicação linear, e há estudos que sugerem que um cachorro de um ano teria uma idade humana de 30. Num piscar de olhos, o Samba já é da minha idade e ainda o chamo de pequenino…!

Bom, não importa. O que interessa é que este patudo de olhos doces, cauda a dar a dar e faro apurado, entrou na minha vida há um ano e, num instante, passou a fazer parte da família.

Cães e apartamentos: onde o dilema começa

Sempre tive cães. Primeiro, na casa dos meus avós, onde brincava todos os fins de semana. Depois, na casa dos meus pais, o Doggie, o segundo Doggie e o Tobias. Tinham todo um terreno para explorar, cheirar, escavar, marcar. Não entravam dentro de casa, exceto na cozinha, onde gostavam de ficar à porta enquanto fazíamos as refeições. Dormiam cá fora, nas casotas que o meu pai construía, na relva, no alpendre, onde lhes apetecesse no fundo. Com eles, nunca tive de pensar na questão das necessidades. Era cá fora, onde e quando preferissem.

Tudo mudou com o Samba. Era a primeira vez que ia cuidar de um cão dentro de um T1, com uma modesta varanda.

Antes de o ir buscar, em Maio do ano passado, li vários blogues e vi muitos vídeos sobre o chamado treino higiénico para cães. Preocupava-me não ser capaz de o educar a fazer as necessidades no sítio certo e sabia que teria de me empenhar em estabelecer uma rotina, e ter muita paciência. O Samba não ia aprender de um dia para o outro.

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Como educar os cães a fazerem as necessidades no sítio certo?

Porque queria ser uma “mãe” bem preparada, comecei a seguir alguns treinadores de cães, entre os quais, o Zak George e toda a Dog Training Experience com a sua cadela Inertia. Foi incrivelmente útil! Tem dicas realmente importantes para conseguirmos estabelecer uma ligação real com os nossos patudos. Subscrevi o seu canal de YouTube e, entre outros episódios, devorei os relacionados com Potty Training (ou treino higiénico).

Dicas relevantes sobre este treino:

1. Aprender a identificar os sinais de aviso

À medida que passamos mais tempo com os nosso patudos, sejam cachorros ou já adultos, começamos a detetar comportamentos que indicam quando precisam de ir à rua. É comum olharem à volta, com um ar mais ansioso, andarem em círculos e começarem a farejar os cantos, à procura do melhor sítio.

As fêmeas também têm o hábito de se agacharem. Isto são claros sinais de aviso de que está por um triz. O recomendado é que, calmamente, leve o seu cão à rua, exatamente ao local onde pretende que faça as suas necessidades.

2. Definir uma área para a casa de banho

A maioria dos cães prefere urinar em zonas com relva ou terra, por isso, os jardins públicos ou terrenos perto de casa serão bons locais para o treino higiénico.

Deve ir-se sempre ao mesmo local, uma vez que o cheiro da urina os estimula a fazer as suas necessidades. Também será melhor optar por uma zona tranquila, sem muitas distrações.

Assim que estiver no local pretendido, é boa ideia usar uma frase curta ou uma palavra que represente o comportamento desejado, como “Isso, chichi!” ou “Faz cocó.”, e, assim que o cão for bem-sucedido, recompensá-lo com mimos e elogios.

Para quem mora numa moradia com jardim, a escolha está facilitada. Mesmo assim, para evitar que o cão faça as necessidades em qualquer zona do jardim, é importante escolher uma área específica e treinar o patudo a usá-la.

Para quem vive em apartamento, o esforço terá de ser maior. Quando o Samba chegou cá a casa, estava em teletrabalho devido à COVID-19 e, portanto, tinha disponibilidade para ir com ele à rua várias vezes ao dia, respeitando intervalos de 3 horas. Além disso, mesmo ao lado do prédio, tenho um pequeno jardim público, sossegado e seguro.

No entanto, regra geral, as pessoas têm empregos que não permitem estabelecer esta rotina. Nesses casos, deve definir-se uma zona da casa específica, a que o patudo tenha acesso quando fica sozinho, para ser a sua casa de banho.

A pensar nas noites e nos dias de chuva, reservei uma área da varanda para que o Samba usasse como casa de banho dentro de casa. Comprei três tapetes higiénicos reutilizáveis (laváveis) e coloquei um deles num dos cantos da varanda, devidamente afastado das suas zonas de refeição e de descanso (sim, porque os cães não gostam de fazer as necessidades perto do local onde dormem e comem). Estes tapetes têm propriedades de absorção dos resíduos e neutralização dos odores e foram uma boa ajuda.

Mas tinha um problema. Fazer chichi e cocó na relva ou na terra é algo natural, e até estimulado pelos odores dos outros animais que também usam o espaço. Usar um tapete para o efeito já não seria tão intuitivo.

Spray para os cães fazerem as necessidades: o aliado ideal

Precisava de recriar o cheiro de um rastro para que o Samba soubesse onde tinha de fazer as necessidades. Mas como? Felizmente descobri que o universo dos animais de estimação tem produtos incríveis e muito práticos. Existem dois sprays educadores para o cão fazer as necessidades e que aconselho: Sprays atrativosSprays educadores (keep off).

São produtos formulados à base de água purificada e ácidos gordos que, quando pulverizado sobre os tapetes higiénicos ou sobre a superfície onde o seu animal de estimação deve fazer as necessidades, deixa um odor que simula o cheiro do rastro que os cães costumam seguir para urinar. Mas é também eficaz para gatos e pode ser usado tanto no interior como no exterior.

Para ajudar no treino higiénico do Samba, optei pelo spray atrativo, e resultou! Tanto que, neste momento, mesmo só usando o tapete absorvente em dias de muita chuva, quando vou menos vezes com ele lá fora, ele sabe perfeitamente que, em casa, as necessidades são apenas ali.

3. Lidar com os acidentes

Poças de chichi em casa acontecem, sobretudo, durante as primeiras semanas de adaptação ao novo ambiente e à nova família.

Felizmente, o Samba não nos presenteou com muitos descuidos. Que me lembre, só aconteceu três vezes: nas duas primeiras noites fez chichi ao lado do tapete higiénico, e uma tarde no tapete da cozinha. Cocó, por acaso, nunca aconteceu. Mas lá está, vinha com ele à rua constantemente e nos mesmos horários: mal acordava, a meio da manhã, hora de almoço, meio da tarde, antes de jantar e antes de me deitar.

Durante a noite, colocava o tapete higiénico na varanda, já devidamente borrifado com o spray atrativo, e deixava a janela entreaberta, para que passasse à vontade. Foi um truque que, sem dúvida, compensou!

Sempre que acontecer um cocó ou um chichi algures pela casa, este deve ser limpo sem fazer caso ou repreender o seu cão, pois ele não vai entender o porquê de estar a ser corrigido.

O ideal é apanhá-lo no ato, e levá-lo calmamente até à rua ou à zona escolhida para ser a sua casa de banho. Se estiver a chover, ou se não conseguir ir à rua, coloque-o no tapete higiénico ou na superfície da zona de casa que determinou para ser usada para o efeito.

Para limpar, é importante usar um spray neutralizador de odores, para que não fique cheiro, caso contrário, o cão pode associar a área como sendo uma possível casa de banho.

Resumo

Um animal de estimação dá trabalho, é verdade, mas quem os tem bem sabe como é compensador! E como, com a educação certa, um animal de estimação não dá assim tanto trabalho e é uma excelente companhia.

Deixo ainda a sugestão de um artigo que fala sobre as vantagens de ter animais de estimação, e para o caso de quem não pode ter um cão ou um gato, ou não se quer lançar para já nesses voos, algumas alternativas de animais pequenos e fáceis de cuidar.

Pode parecer um desafio difícil, e vão existir dias em que parece que o patudo já aprendeu e depois, pumbas, chichi na carpete. É normal. O treino higiénico é algo que requer tempo, paciência e consistência.

Para que este treino seja mais eficaz, os treinadores e veterinários são unânimes no papel dos humanos:

  • Muita atenção aos sinais de aviso;
  • Usar spray para o cão fazer as necessidades nos sítios certos (ou não fazer nos sítios em que não deve);
  • Levar o cão à rua frequentemente, mais ao menos de 3 em 3 horas, pois enquanto não conseguir controlar os esfíncteres, não aguenta muitas horas sem fazer chichi;
  • Fazer o reforço positivo do comportamento desejado.

Os sprays atrativos e educadores (keep off), assim como  os tapetes higiénicos serão, no entanto, bons aliados e vão ajudar a que a aprendizagem seja mais rápida e eficaz. Num instante, o seu amigo de quatro patas aprende e nunca mais terá de se preocupar com o assunto.

Fontes

Diana Sousa
Autor

Esposendense de coração, a Diana é doida por boa comida e anda constantemente perdida nos motores de busca de voos, em pulgas com a próxima aventura. Acalma os bichos carpinteiros com treinos diários de cross training e rende-se facilmente perante um bom storytelling.

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