Embora o IVA da eletricidade tenha descido para os consumidores com potência mais baixa, a verdade é que a fatura da luz continua a ser uma das despesas que mais sobrecarrega as famílias portuguesas, principalmente nos meses de inverno.

No entanto, a fatura pode ser tua amiga na hora de poupar. Para quem a lê com atenção, esta vai revelar se está a consumir demasiada energia, especialmente se o número for real e não por estimativa.

Aquando identificado os níveis de consumo, vai perceber se precisa de ponderar aplicar algumas das seguintes estratégias para reduzir o seu valor:

1. Reduzir a potência

Sabia que mesmo que não gastasse luz durante um mês, ia continuar a ter de pagar a fatura de eletricidade? Isto porque todos os meses é necessário pagar a potência contratada e a taxa audiovisual, que também vem incluída na fatura da luz.

A boa noticia é que é possível poupar com a redução da potência, uma vez que esta pode ser reduzida até ao mínimo de 3.45 kVa.

Contudo, deve-se verificar qual a potência recomendada para o número de aparelhos elétricos existentes em casa. Isto é, quanto menor for a potência, menor é o número de aparelhos que podem estar ligados em simultâneo.

2. Reduzir a tarifa

O tempo passado em casa pode determinar se é mais vantajoso aderir a uma tarifa bi-horária ou tri-horária. Isto que parece ser um pequeno detalhe, mas que pode levar a grandes poupanças na fatura da luz e do gás.

Nestas tarifas, geralmente, pode-se pagar menos pela eletricidade utilizada durante a noite – geralmente, a partir das 23H e até às primeiras horas da manhã.

Por exemplo, se fizer maior uso de equipamentos elétricos durante este período – como são exemplo a utilização de máquinas de lavar roupa, de máquinas de lavar louça e aquecimentos – esta poderá ser a opção ideal.

3. Poupar no aquecimento

Embora nem sempre seja fácil, outra forma de conseguir poupar é reduzir no consumo.

Com o Inverno a chegar, e consequentemente os dias mais frios, é normal que a fatura a pagar seja mais alta por causa do aquecimento. Por isso, é importante que começar já a estudar se os equipamentos de aquecimento que dispõe são os mais eficientes. Deve-se ter em consideração a área que quer aquecer e a potência de cada aparelho.

Por exemplo, se utilizar um termoacumulador ou um esquentador elétrico para aquecer a água, baixe a temperatura da água quente em 5º graus. Pode parecer uma diferença mínima, mas vai começar a poupar de imediato, uma vez que estes são os que contribuem para uma fatura maior.

4. Apostar nas energias renováveis

No seguimento da dica anterior, se pretender poupar no termoacumulador elétrico ou um esquentador a gás para o aquecimento das águas, deve-se apostar nas energias renováveis, através dos painéis solares.

Apesar de ser um investimento inicial considerável, é possível que recupere esse dinheiro em apenas 6 anos. Ou seja, ao fim de 6 anos, o que se paga em gás e luz, paga o equipamento.

Contudo, atenção ao que é proposto pelas empresas deste setor. Deve-se fazer primeiro as contas aos consumos, e só depois definir o número de painéis necessários para a habitação.

5. Isolar bem a casa

Tanto para arrefecer, como para aquecer as divisões da casa, é comum a utilização de sistemas de climatização. No entanto, estes vão pesar muito na fatura. Por isso, ao apostar num bom isolamento da casa, pode-se poupar até 30% do consumo de energia.

Assim, pode aumentar a eficiência energética da sua casa, através da instalação de vidros duplos e de isolamento nas portas e paredes.

Se a sua casa tem lareira, a forma mais eficiente de a aquecer é com um recuperador de calor.

6. Desligar as luzes e optar por lâmpadas económicas

Pode parecer uma dica óbvia, mas a verdade, é que esta continua a ser uma das melhores maneiras de poupar na fatura da eletricidade e é ignorada por muitos.

Por isso deve-se evitar deixar as luzes ligadas (mesmo que sejam luzes de standby), sempre que possível deve-se optar por lâmpadas económicas e eletrodomésticas com boa certificação energética.

7. Optar por eletrodomésticos eficientes

Renovar os nossos eletrodomésticos pode ser uma grande preocupação a nível financeiro. Portanto, antes de avançar para a compra é necessário que estar bem informado e que, para além de comparar preços, sejam também comparadas as suas etiquetas energéticas. Nem sempre os eletrodomésticos mais baratos são a opção que resulta numa maior poupança.

Ao optar por eletrodomésticos mais eficientes, vais estar a tomar a melhor opção a longo prazo. O investimento inicial pode ser maior, mas será recuperado mais tarde na redução do consumo energético e, consequentemente, nas contas de água, eletricidade e gás.

Alertamos apenas que, a partir do dia 1 de março de 2021, vai regressar a escala energética de A a G, deixando de ser utilizadas as classes A+, A++ e A+++. Contudo, numa fase inicial, os novos eletrodomésticos mais eficientes devem surgir com uma classe energética B.

De salientar ainda que a etiqueta energética é comparável unicamente entre equipamentos que realizam o mesmo tipo de funções. Ou seja, para saber como escolher um frigorífico, por exemplo, não se deve comparar a classe energética de um combinado com a de um frigorífico sem congelador.

8. Aderir à fatura eletrónica e pagar por débito direto

Com a subscrição ao sistema de pagamento da eletricidade por débito direto, não só é possível poupar tempo nas deslocações, como também se pode tirar partido das bonificações que muitas empresas oferecem aos seus consumidores. É comum existir uma redução na tarifa mensal ou um crédito de um valor a quem utiliza o débito direto e a fatura eletrónica.

O pagamento automático vai proteger também de eventuais esquecimentos, especialmente no período de férias.

Deve certificar-se ainda que todas estas faturas estão declaradas no e-fatura, para declarar como despesas em sede de IRS.

Doutor Finanças
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O Doutor Finanças nasceu para ajudar as famílias Portuguesas a negociar todos os seus produtos financeiros. Como intermediários de crédito, analisam, comparam e negoceiam as melhores propostas no mercado com a missão de assegurar a saúde financeira dos portugueses.

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