Saber como escolher um fogão pode parecer uma tarefa fácil à primeira vista. No entanto, chegado o momento de ir à loja ou de visitar a secção de fogões do KuantoKusta, vemos que a oferta e as opções são imensas, tantas quanto as dúvidas.

No mercado é possível encontrar fogões a gás, elétricos ou mistos; fogões de 4 focos (também conhecidos por queimadores ou bicos) ou de 6 focos; com placa de indução ou de vitrocerâmica… entre muitas outras opções.

O preço do fogão também varia bastante, sendo que é possível encontrar fogões domésticos a partir de 20€, como é o caso dos fogões portáteis, e fogões com preços que acendem os 1000€.

Com este artigo, vamos tentar dar respostas a todas as perguntas que podem surgir mo momento de escolher o melhor fogão para a cozinha.

Como escolher o fogão ideal?

Encontrar o fogão com a melhor relação qualidade/preço depende então de vários fatores. Podemos resumir os pontos a ter em conta da seguinte forma:

1. Tipos de fogão doméstico

No mercado é possível encontrar três tipos de fogões: os fogões convencionais que trazem o forno incluído, os fogões de encastre que são embutidos nas bancadas das cozinhas e fogões portáteis que têm como principal vantagem a portabilidade.

Da lista vamos excluir os fogões industriais e semi-industriais por não se adequarem, na sua grande maioria, ao uso doméstico.

Fogão convencional (independente)

O fogão convencional é também conhecido por fogão de independente e aquele que, muito provavelmente, será mais comum nas casas portuguesas. Este tipo de fogão traz forno incorporado e a placa pode conter entre 4 a 6 focos.

Este tipo de fogão pode ser elétrico, a gás ou misto (no caso dos fogões com placa a gás e forno elétrico).

Fogão de encastre

Como o próprio nome indica, estes fogões são encastrados no balcão da cozinha. Do ponto de vista estético, esta é uma solução melhor do que o fogão convencional. No entanto, os fogões de embutir trazem algumas desvantagens no caso das mudanças de casa, pois são mais difíceis de retirar.

Em algumas casas a instalação do forno de encastre e da placa é feita em zonas diferentes da cozinha.

Ainda no que diz respeito à placa, a instalação mais comum em balcão de cozinha é a de placa elétrica, sendo que também é possível encontrar no mercado placas a gás.

Fogão portátil

Os fogões portáteis são mais pequenos e perfeitos para quem gosta de preparar os seus cozinhados no exterior, dada a sua facilidade de transporte.

No mercado é possível encontrar este tipo de fogões a gás como a eletricidade.

2. Fonte de energia

A fonte de energia, tanto da placa como do forno, também influencia a escolha do fogão ideal para a cozinha lá de casa.

A escolha pode ser difícil, mas uma decisão acertada pode ter um peso significativo nos custos mensais com a energia.

Tendo isto em conta, os fogões podem ter duas fontes de energia: gás ou eletricidade, sendo que também é possível encontrar fogões mistos (com a placa a gás e o forno elétrico).

Os fogões elétricos são mais baratos e fáceis de limpar. No entanto, são mais lentos a cozinhar e o custo energético é maior, dado o preço da eletricidade. Ainda, no caso de falha de eletricidade, o fogão fica obsoleto e não permite a confecção de alimentos.

Quanto aos fogões a gás são mais caros e poderão ser um risco em caso de fuga de gás. Porém, a longo prazo, poderão ser melhor investimento tento em conta o preço do gás. Estes fogões são também mais fáceis de regular durante a preparação da comida.

Se a preferencia recair sobre o fogão a gás, este deve ser adequado ao tipo de instalação de gás da casa, seja esta gás natural ou de Butano-Propano.

3. Tipos de placa: a gás ou elétrica?

Depois de analisar as opções para fonte energética, chegamos à fase de olhar para o tipo de placa.

No mercado é possível encontrar fogões com três tipos de placa: as placas elétricas, que podem ser de indução ou vitrocerâmica; as tradicionais placas a gás; ou as placas mistas, que juntam o melhor dos dois mundos.

Placas a gás

Podemos dizer que as placas a gás são o tipo de placa mais “tradicional”. Ao contrário das placas elétricas que, como o próprio nome indica, produzem calor a partir de eletricidade, este tipo de placa cumpre o mesmo propósito através da produção de chama.

É possível usar qualquer tipo de panela/tacho neste tipo de placa. Estas aquecem rapidamente e são mais económicas, dado que o custo do gás é inferior ao custo da eletricidade.

Placas elétricas de vitrocerâmica

As placas de vitroceramicas ganharam bastantes fãs nos últimos anos, dada a sua estética e preços acessíveis.

As placas elétricas de vitrocerâmica produzem calor através da resistência elétrica, que dessa forma aquece o foco selecionado.

O controlo de velocidade é feito através de painéis digitais na própria placa.

Ao contrário da placa de indução, que vamos abordar a seguir, o calor permanece no foco após este ser desligado, ou seja, será necessário esperar alguns minutos até que esta arrefeça totalmente.

Placas elétricas de indução

As placas elétricas de indução são iguais às de vitrocerâmica, porém funcionam de forma diferente.

A sua tecnologia permite que estas placas aqueçam muito depressa. Apesar de terem um custo maior face às placas de vitrocerâmica, permitem uma maior poupança de energia e alivia o peso da fatura da eletricidade no final do mês.

Um outro ponto a favor deste tipo de placas é que estas produzem calor através de ondas magnéticas, e apenas quando em contacto quando outra superfície magnetizável sobre o foco (neste caso, o trem de cozinha).

Desta forma, apenas o fundo da panela é aquecida, e não a placa em si.

Isto faz com que estas placas sejam mais seguras. Além de não reterem o calor, estas placas desligam-se automaticamente quando detetam derrame de líquidos ou quando ficam ligadas durante um grande período de tempo desde a última utilização.

Assim como nas placas elétricas de vitrocerâmica, o controlo deste tipo de placa é feito num painel digital disponível na própria placa de indução.

Uma das desvantagens deste tipo de placa é que requerem a existência de um trem de cozinha de fundo ferromagnético.

Placas mistas

As placas mistas juntam o melhor dos dois mundos, pois apresentam focos a gás e focos elétricos.

Isto permite agrupar a modernidade dos focos eléctricos e tradição dos focos a gás.

4. Tipo de forno: a gás ou elétrico?

Assim como o que acontece com as placas do fogão, outro ponto a ter em conta no momento de tomar a decisão certa é a fonte de energia do forno.

Quando olhamos para o que cada tipo de forno oferece, percebemos que cada um oferece vantagens distintas.

No caso dos fornos a gás, o custo mais baixo do gás face à eletricidade e o menor tempo de aquecimento/arrefecimento são duas das suas maiores vantagens.

Já os fornos elétricos têm como principais vantagens o facto excluir o risco de fugas de gás, o que os torna teoricamente mais seguros, e cozinham os alimentos de forma mais uniforme.

5. Tipo de utilização

O tipo de utilização que será dado ao fogão é também um fator importante no momento de escolher a melhor opção.

Questões como o tipo de cozinhados, o número de pessoas que fazem parte do agregado familiar e a frequência de utilização do equipamento afetam em fatores como o número de focos, tamanho do forno e, consequentemente a dimensão do fogão.

Para efeitos de exemplo, para uma família com dois filhos, que utilize dois focos em simultâneo, um para as proteínas e outro para os acompanhamentos por exemplo, um fogão com quatro a cinco focos deverá ser suficiente.

No que diz respeito ao forno, e recorrendo ao mesmo exemplo, opções com a capacidade até 70 litros deverão ser suficientes. Será também importante ter em atenção o número de prateleiras disponíveis, pois isso irá influenciar o número de pratos/travessas que poderão estar no forno em simultâneo.

Para quem prefira ter mais espaço disponível no fogão, ou para quem tenha uma família numerosa, um fogão com 6 focos poderá ser a melhor opção.

6. Funções extra

Finalmente, o último aspeto a ter em conta para saber como escolher um fogão são as funções extra o este poderá oferecer.

Questões como sistemas de limpeza automática, temporizadores, tipo de controlo do fogão ou diferentes métodos de cozedura poderão tornar a tarefa de cozinhar bastante mais fácil.

Conclusão

O fogão é um dos electrodomésticos mais importantes em qualquer casa.

A escolha do fogão certo irá depender de vários fatores como o tipo de instalação, fonte de energia, tipo de utilidade, entre outros. Porém uma escolha acertada pode fazer toda a diferença na experiência de cozinha e na fatura de consumo energético.

Um outro fator a ter em conta para saber como escolher um fogão, e que não foi mencionado, é o orçamento disponível.

Para quem procura fazer o melhor negócio possível e encontrar o fogão que oferece a melhor relação qualidade/preço, pode encontrar no KuantoKusta uma grande seleção fogões disponíveis em dezenas de lojas de todo o país.

José Matos
Autor

Apaixonado por Tecnologia, Cinema, Design e Dragon Ball (como qualquer puto dos 90). O seu mais recente projeto é o de tornar a sua casa numa smart home, e para isso já conta com o Google Nest Mini e o Mi Robot Vacuum Mop 1C da Xiaomi.

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