Está a chegar um dos maiores períodos de compra do ano: a Black Friday.

Esta é uma das melhores alturas do ano para se conseguir fazer excelentes compras, seja em informática, telemóveis, vestuário, eletrodomésticos e muito mais. No entanto, nem tudo é um “mar de rosas”.

Uma vez que este é um período em que o consumidor está mais predisposto a comprar, algumas marcas, lojas e até pessoas tendem a tentar aproveitar-se deste fator para enganar o consumidor ao ponto de desenvolverem diferentes estratégias, nomeadamente burlas.

Por isso é fundamental ter especial atenção às compras feitas nesta altura para evitar uma má compra, ou até mesmo evitar ser burlado.

A pensar nesta situação em específico, seguem-se algumas dicas para ajudar a detectar e evitar ser enganado durante a Black Friday.

Tabela de Conteúdos

  1. Criar uma lista de produtos
  2. Pesquisar e selecionar lojas
  3. Acompanhar preços com antecedência
  4. Subscrever newsletter
  5. Estar atento
  6. Comparação de produtos
  7. Evitar compras por impulso
  8. Ler todas as informações
  9. Comparar preços mesmo em lojas físicas
  10. Compras online em segurança

10 passos para evitar dores de cabeça durante a Black Friday

1. Criar uma lista de produtos

Criar uma lista dos produtos que se pretende comprar é o primeiro passo para evitar as fraudes da Black Friday. Isto porque envolve uma preparação prévia.

Essa lista vai facilitar o processo em vários aspetos, tais como:

  • diminui a probabilidade de compra por impulso de produtos semelhantes e também de produtos desnecessários;
  • reduz a probabilidade de burla;
  • ajuda a diminuir a lista de sítios onde procurar informação;
  • aumenta o foco, o que facilita a comparação de preços e a procura das melhores promoções.

2. Procurar e escolher as lojas

Construída a lista de artigos desejados, torna-se mais fácil saber o tipo de loja onde se pode procurar os produtos.

Nesta etapa, é essencial considerar tanto lojas físicas como online, uma vez que assim é fácil e rápido comprar um produto proveniente de qualquer zona do país, ou até mesmo de outros países.

No caso de lojas desconhecidas, sejam elas físicas ou online, de Portugal ou de outros países, deve-se procurar sempre obter um feedback sobre as mesmas. Isto porque nesta altura do ano são criadas várias lojas fictícias para burlar os consumidores. Como tal, a atenção deve ser redobrada.

Dica: Quando não se conhece o funcionamento de determinada loja é fundamental procurar queixas relativas ao mesmo período do ano anterior. Pois as lojas que aplicam técnicas para enganar o consumidor são frequentemente identificadas na internet.

3. Acompanhar os preços com antecedência

Preparada uma lista de produtos e lojas onde pretende comprar, deve-se começar a monitorizar os preços com antecedência.

Idealmente, este acompanhamento deve começar no mínimo com 1 mês de antecedência. Para isso, pode-se criar uma lista ou um ficheiro excel para anotar e controlar todos os valores. 

Além deste controlo individual, recomenda-se a utilização da ferramenta de histórico de preços do KuantoKusta, onde é possível acompanhar o preço médio e mínimo dos últimos 90 dias.

Com este processo, é possível para além de acompanhar o histórico de preço dos produtos, perceber se existe ou não um desconto efetivo e se realmente é ou não uma boa compra.

4. Subscrever newsletters

Provavelmente ser bombardeado com newsletters de campanhas não é algo que uma pessoa queira. Aliás, grande generalidade da pessoas não quer.

Porém, este passo é crucial para conhecer com antecedência muitas das campanhas de Black Friday.

A informação prévia permitir ganhar tempo para pesquisar, comprar e acompanhar o histórico de preços. Toda esta informação irá ajudar a fazer as melhores compras.

Dica: Para evitar e-mails constantes, o ideal é subscreve apenas as notificações de lojas que vendem os produtos desejados.

5. Estar atento a possíveis fraudes

As dores de cabeça na Black Friday, infelizmente, são reais e cada vez mais comuns. Por isso, é natural que se criem desconfianças e receios com determinadas ofertas e descontos.

De forma a evitar ser enganado deve-se ter alguns cuidados. Para isso ao fazer compras em lojas físicas deve-se avaliar o produto e o seu estado. Por outro lado, nas lojas online é essencial ler atentamente todos os detalhes relacionados com a compra como: condições e estado do produto, condições e custos de envio, condições de devolução.

Para além disso, é fundamental procurar informação sobre as lojas online e físicas onde nunca se tenha feito compras e ver os respetivos elogios e reclamações. Pode-se recorrer a opiniões de sites como o Portal da Queixa ou Deco bem como às redes sociais.

Nas redes sociais é necessário entrar nos perfis das lojas e avaliar o número de comentários positivos e negativos, bem como os perfis de quem deixou feedback. Rapidamente se consegue perceber a veracidade dos perfis e avaliar a legitimidade da loja.

Por último, as oportunidades que não se encontram em mais lado nenhum devem ser vistas com desconfiança. Afinal este é um dos truques utilizados para que o consumidor atue por impulso e compre sem pesquisar feedback sobre a loja, marca ou produto.

Nestas ocasiões, o que geralmente acaba por acontecer é que o consumidor é burlado, acabando por comprar um artigo com defeito ou até mesmo um produto contrafeito.

Por exemplo: no caso de encontrar um iPhone de última geração que habitualmente custa 1400€, à venda a 400€ ou até mesmo a 600€, provavelmente, é uma imitação ou uma tentativa de roubo.

Assim, é fundamental ler sempre as especificações do produto e não comprar apenas pelas imagens pois quem desenvolve estas fraudes é bastante criativo!

Dica: Ter especial atenção ao realizar compras online

Ao fazer uma compra online é necessário garantir que esta é feita na página oficial da marca. É comum serem desenvolvidas cópias de sites de marcas ou lojas com reputação, com o objetivo de obter os dados pessoais e bancários.

Outra coisa a que se deve ter especial atenção é aos e-mails e mensagens durante este período. Tal como acontece com a cópia de sites, há quem crie e-mails, newsletters e mensagens idênticas aos que as marcas já enviam.

Perante a rececão de alguma informação que desperte curiosidade e interesse, deve-se aceder a um navegador, escrever diretamente o endereço do site na barra de endereços e entrar diretamente no site em questão. Assim, é reduzida significativamente a probabilidade de entrar num esquema fraudulento.

6. Comparação de produtos com as mesmas características

Seja qual for o produto, antes de decidir o sítio para o comprar é necessário ter a certeza de que os produtos comparados têm exatamente as mesmas especificações.

É frequente que nestas datas os consumidores compararem o mesmo modelo de produto, mas com especificações diferentes. Por exemplo, o consumidor está a comparar o mesmo smartphone mas com capacidades de armazenamento diferentes (32GB vs 64GB).

Este é um erro é bastante comum porque o consumidor está num sentido de urgência e tende a não estar atento a todos os detalhes.

No mercado de eletrodomésticos, televisões, computadores, telemóveis, tablets e outros, a probabilidade disto acontecer é ainda maior porque existem várias versões do mesmo modelo, em que apenas muda uma característica.

Para que isto não aconteça, deve-se fazer uma pesquisa atempada, recorrendo inclusive à comparação de preços no KuantoKusta. Aqui é possível ver produtos que apresentam exatamente as mesma características e comparar preços.

7. Evitar as compras por impulso

Fazer uma compra por impulso é, sem dúvida, um dos maiores erros. O impulso pode ser a diferença entre uma compra certa e informada ou uma compra falhada.

Ao longo de todo o ano, inclusive na Black Friday, são desenvolvidas estratégias para fazer com que o cliente compre sem pesquisar informação e sem comparar preços.

Por isso, deve-se evitar a todo o custo as compras impulsivas, implementando as dicas mencionadas anteriormente. Com esta implementação reduz-se a probabilidade de:

  • comprar um produto desnecessário;
  • comprar um produto a um preço superior ao habitual;
  • ser enganado e adquirir uma cópia;
  • ser vítima de roubo de dados.

8. Ler os termos e condições da loja

Apesar de já ter sido referenciado anteriormente de forma subtil, este é um ponto que merece todo o destaque.

Sempre que se adquire um produto ou serviço, seja na Black Friday ou não, deve-se ler todas as informações de compra.

É nas letras pequeninas que, geralmente, se encontram informações importantes e que podem estar relacionadas com o produto, a forma e valor de pagamento, encargos adicionais, garantias, períodos de devoluções, entre outros.

Esta leitura ganha uma importância superior, sobretudo no caso das lojas desconhecidas.

9. Comparação de preços mesmo em lojas físicas

Se numa loja física um produto despertou interesse, deve-se comparar o preço mas não com produtos semelhantes que se encontram nas imediações.

Uma das estratégias das lojas é colocar produtos com características semelhantes, com uma estratégia de preço que te leve a optar pelo produto que mais lhes interessa vender.

Para que não restem dúvidas deve-se usar o smartphone e comparar os preços em outras lojas físicas e online.

10. Não aceder às lojas online através de ligações de rede pública

Por último, esta é uma dica essencialmente para as compras online.

No momento de fazer a compra, a conexão utilizada deve ser segura. Por isso deve-se evitar fazer compras em redes de internet públicas como nos centros comerciais, cafés, bares, entre outros.

Neste tipo de rede, os dados ficam mais expostos a piratas informáticos que procuram roubar informações pessoais.

Legislação de compras online: direitos e condições

Com o crescimento do comércio eletrónico dentro da União Europeia houve a necessidade de criar legislação comum para regulamentar esta atividade.

Esta legislação – DIRECTIVA 2011/83/UE DO PARLAMENTO EUROPEU E DO CONSELHO – contempla os direitos e deveres dos vendedores, bem como dos consumidores e aplica-se a todas as vendas celebradas à distância dentro da União Europeia.

As compras feitas em lojas online são designadas “vendas à distância”.

Nestas vendas feitas à distância, através de websites, redes sociais ou por e-mail, a lei define que o consumidor deve obter toda a informação de forma completa e clara sobre:

  • as características dos produtos;
  • o preço;
  • os encargos com transportes (caso existam);
  • estado do produto (novo, usado, recondicionado);
  • com ou sem defeito;
  • entre outras informações.

Neste processo, o vendedor é responsável pelo envio e entrega dos bens. Caso a encomenda não seja entregue, desapareça ou seja furtada antes de chegar ao comprador, cabe ao vendedor assumir os encargos.

Recebidos os produtos, logo que possível, deve-se confirmar o estado em que estes se encontram. Desta forma, caso tenha algum problema, o vendedor não poderá argumentar que o artigo foi danificado por o comprador.

Direito de livre resolução do contrato

Nesta regulamentação está previsto o direito de livre resolução do contrato. Por palavras mais simples e diretas, o comprador tem 14 dias para desistir da tua compra.

Neste período, o consumidor tem o direito de anular a compra sem custos acrescidos ou necessidade de indicar o motivo.

Para o fazer, deves comunicar a tua desistência até 14 dias após a receção do produto, através do preenchimento do formulário para o efeito, de uma carta registada com aviso de receção ou qualquer outra forma / declaração inequívoca de resolução do contrato.

No caso de devolução de um produto, é o consumidor o responsável por esta tarefa e pelos seus custos, a menos que o vendedor se voluntarie para fazer a recolha e assumir os encargos.

A devolução do valor pago no ato da compra tem de ocorrer no prazo de 14 dias. Caso o vendedor não a faça, é obrigado a devolver o dobro no espaço de 15 dias úteis.

O vendedor pode propor o reembolso em voucher ou saldo para utilizar em compras futuras, mas o comprador não é obrigado a aceitar o voucher, e como tal, pode-se exigir a devolução em dinheiro.

Exceções do direito de livre resolução do contrato

No entanto, alguns bens e serviços adquiridos online não estão cobertos pelo direito de resolução, como por exemplo:

  • aquisição de produtos com defeito em que o consumidor tinha conhecimento prévio deste defeito. Neste caso, enquanto consumidor, não existe o direito de devolver ou de pedir a reparação da falha.
  • quando o defeito é provocado por má utilização do comprador, este perde igualmente o direito de devolução. Porém, para negar a resolução do problema, o vendedor é obrigado a provar que este não se deve a um defeito de origem do equipamento. Caso o vendedor alegue o mau uso do equipamento sem elaborar um relatório técnico que o fundamente, deve-se apresentar uma reclamação por escrito no livro de reclamações da loja, ou através de carta registada com aviso de receção. Guardar cópia da mesma e dos registos de envio.

Há ainda outros casos onde o direito de livre resolução não se aplica e de forma e por isso deve ser consultada a respetiva diretiva de regulamentação do comércio eletrónico na União Europeia.

Conclusão

Ao longo do artigo foram apresentadas algumas estratégias para evitar ser enganado durante a “sexta-feira negra”.

Como explicado, é essencial preparar este período com antecedência, para fazer uma boa compra e evitar as típicas dores de cabeça da Black Friday.

Recomendamos ainda que sejam guardadas todas as faturas/comprovativos de pagamento relativos às compras sejam elas em loja física ou online. Com estes conseguirás mais facilmente devolver, trocar ou encaminhar o produto para a garantia.

É importante desconfiar sempre das promoções “imperdíveis” e dos links estranhos em sms e e-mails. Para além disso, compras por impulso devem ser evitadas.

Outra dica importante é optar por comprar em lojas de confiança. No entanto, antes de comprar numa loja física ou online desconhecida, é necessário procurar feedback sobre a mesma, confirmar a sua autenticidade e ler todas as condições de compra, devolução, troca, garantia e envio.

Para terminar, nas compras online tens 14 dias para cancelar ou devolver o produto sem justificações. No entanto, isto não se aplica a qualquer compra, por isso deve-se verificar a legislação para evitar situações desagradáveis.

Posto isto, aproveitar a Black Friday nunca foi tão fácil!

André Freitas
Autor

O André anda sempre de mão dada com a tecnologia, o desporto e o gaming. Prefere iOS ao Android, e divide o seu tempo entre a família, o ginásio, onde passa horas a treinar, e os amigos. Tem ainda uma pequena paixão pelo mundo automóvel.

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